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Anderson Nunes de Carvalho Vieira, Economista
Anderson Nunes de Carvalho Vieira
Comentário · ano passado
Olá Bemildo! Obrigado por seu comentário.

Então...sobre a expressão que utilizei "a classe média burguesa é quem faz o papel da classe operária na época de Marx" eu tentei me referir não a posição econômica e social que ambas classes ocupam e ocuparam, mas quanto a participação destas no seio da sociedade. Eu explico:

A classe operária na época de Marx possuía um grande poder em mãos e não sabia. Sua força de trabalho e sua expressão numérica. Marx sabia que para "derrotar" o capitalismo vigente era necessário a união dos operários - chamado por ele de proletários - como forma de reivindicar melhores condições de trabalho bem como também uma melhor distribuição da renda. Assim, Marx e Engels - através do manifesto comunista - acabam incitando a união dos proletários através da consciência de classe que estes deveriam despertar dentro de si. A história do homem, segundo ele, era a história da Luta de Classes. A ideia mater, de longo prazo, do pensamento marxista era instaurar a ditadura do proletariado, pois o Estado em vigor não representava a classe proletária.

Desta forma, vejo que a classe média no Brasil ocupa a mesma posição. Não a nível econômico ou social (se comparado com os proletários do Séc. XIX), mas a nível de relevância social. De proeminência. A própria classe média alega que o Estado atual não os representa. No entanto, a classe média no Brasil não sabe o poder que tem nas mãos, e os poucos que sabem não conseguem utilizar. Assim como os proletários na época de Marx, a classe média hoje está desestruturada como classe, apesar de ter certo poderio numérico e econômico. Não conseguem se articular como uma classe de pensamento homogêneo. É uma classe, como você bem disse, que se aproveitou das privatizações e que exige um Estado eficiente apenas pagando impostos. Eu pago e por isso exijo, esse é o lema! Porém, não reconheceu seu poderio como classe, apesar de alguns espasmos políticos no período do impeachment de Dilma. É uma classe que carece de um "Marx" para conscientizá-la de sua relevância.

Isso porque rico está pouco se lixando para o futuro do Brasil. Se a coisa piorar por aqui as Ilhas Cayman e os bancos suíços estão aí para isso. Já o pobre infelizmente nós sabemos que não tem vez no Brasil. Nesta nação só serviu de massa de manobra e colegiado eleitoral por todos que passaram. Resta a quem fazer a mudança? Os detentores do meio de produção (Capital + Trabalho).

Enfim, a tentativa foi mostrar a relevância que cada classe social teve em seu tempo, pois é deveras gritante a diferença social e econômica entre ambas. Isto, claro, se considerarmos a nova classe média como sendo uma família com renda per capita mensal entre R$ 291,00 a R$ 1.019,00 que representa mais de 50% da população total.

Abraços!
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